Descubra as cantigas tradicionais usadas no pula corda, reviva memórias da infância e ensine às novas gerações o valor dessa brincadeira cheia de ritmo e cultura


Crianças brincando de pular corda em um jardim gramado
Crianças brincando de pular corda em um jardim gramado

Na infância de muitas gerações, o pular corda ia muito além do exercício físico, era uma verdadeira celebração com ritmo, rimas e muita criatividade.

As cantigas usadas nessas brincadeiras são parte do patrimônio oral brasileiro e cumprem o papel de unir, divertir e até ensinar.

Neste post, vamos relembrar algumas das cantigas mais queridas do pula corda, seus versos, seus significados e como elas enriquecem a brincadeira.

Um homem bateu em minha porta

Uma das cantigas mais divertidas e cheias de comandos, estimula a coordenação motora e a atenção da criança. A cada verso, a criança realiza um movimento específico, tornando a brincadeira ainda mais dinâmica.

Essa cantiga costuma ser usada em brincadeiras em que cada verso exige uma ação da criança que está pulando.

Um homem bateu em minha porta
E eu abri
Senhoras e senhores
Ponham a mão no chão
Senhoras e senhores
Pule de um pé só
Senhoras e senhores
Dê uma rodadinha
E vá pro olho da rua!

Batatinha quando nasce

Um poema popular que virou cantiga de corda. O tom suave e o ritmo constante ajudam na concentração e na cadência da brincadeira.

Usada para marcar o ritmo e às vezes como parte de uma sequência de rimas.

Batatinha quando nasce
Espalha a rama pelo chão
Menininha quando dorme
Põe a mão no coração

Adoleta

Embora mais comum em brincadeiras de roda, também é usada em brincadeiras com corda em algumas regiões.

Adoleta
Le peti peti polá
Le café com chocolá
Adoleta
Puxa o rabo do tatu
Quem saiu foi tu!

As cantigas do pula corda são muito mais do que simples versos: são ferramentas de socialização, tradição e aprendizado. Resgatar essas brincadeiras é promover uma infância mais ativa, mais criativa e mais conectada com a nossa cultura.

Que tal ensinar essas cantigas às crianças e reviver esse pedacinho da nossa história?